quarta-feira, 4 de abril de 2018

Pirataria - O Jeitinho de Quem Tinha Pouca Grana

Fala Galera!

Acredito que todos saibam que o hobby de ser Gamer, independente de ser apenas jogador, ou um colecionador voraz por determinada produtora (ou todas), não é uma brincadeira barata.
Sendo bem realista, desde a década de 80, quando os videogames invadiram as terras tupiniquins, os consoles e cartuchos (sendo substituídas por CDs, DVDs...), sempre custaram um bom dinheiro.
Não eram todas as famílias que tinham condição de ter e comprar as maravilhas eletrônicas.


O termo "gamer" e suas gírias não são tão antigas quanto todos pensam.
Eram apenas "videogame", "cartucho", "controle (nem era chamado de joystick na época)", e alguns nomes de jogos.
Já logo nesse início, com o Atari, me lembro dos cartuchos originais, com aquelas bordas prateadas, os "labels" lindos, com artes que se tornaram fenômenos Pop anos depois. E me lembro bem dos cartuchos de "chavinha", como eram chamados por aqui.


Esses cartuchos eram e não eram piratas.
Não tinham labels, apenas os nomes dos jogos, escritos em branco, com os rótulos negros.
O máximo que vi nesses cartuchos foram 6 jogos. E precisava de uma desenvoltura fora do normal (porra, eu tinha 6 anos!) pra acertar o game que você queria jogar. Então já deixava no jeito, pra não precisar procurar de novo.


Na época no Master System, ficava mesmo na locadora, e esperava um cartucho de presente de Natal.
Fui conhecer a pirataria de jogos mesmo quando eu adquiri o SNES. Foi um tempo que os games eram vendidos em dólar!
Então, meus pais trabalhavam, e eu já tinha ideia que comprar em moeda estrangeira os jogos não era muito acessível...
Não me recordo bem quem me falou, mas disse "cara, naqueles camelôs do centro, procurando bem, você encontra cartuchos muito baratinhos!!".
Eu tinha por volta de 14 anos, e já fazia uns bicos, pra comprar revistas de game, gibis e tal, então juntei grana por um tempinho, até moedas, e fui conferir. E encontrei. O primeiro cartucho pirata que comprei foi Fatal Fury Special. Paguei R$ 20,00 (lembrando que na década de 90, esse valor não é igual hoje...).

Não parei por aí. Comprei Art of Fighting 2, Samurai Shodown...
Não era certo, mas já disse anteriormente aqui: "atire a primeira pedra quem nunca comprou um game pirata".

Esses "multi-jogos" fizeram um sucesso enorme aqui na cidade!


Com o surgimento do PS 1 e PS 2, a pirataria fincou sua bandeira no mundo gamer.
Com umas promoções bem doidas, tipo, 4 games por 10 Reais, não tinha como resistir. O PS 1 rodava games de boa. Já o PS 2 passava por um processo de "desbloqueio", primeiro com o chip Thunder, depois com o polivalente e amigo Matrix.
Pessoal comprava games que nem conhecia (eu me incluo nessa), de tão barato que era.


Infelizmente, em cerca de 5 anos dentro desse período, as locadoras fecharam as portas.
Não só devido à pirataria de games, mas de filmes também.
Até a era dos 16 bits, elas aguentaram bravamente.
Mas depois disso, não tinha mais como segurar.
Com o preço de duas locações, você comprava 5 filmes ou 4 jogos. Foi desleal.

Não vou dizer que foi "a evolução natural das coisas". Envolve muitas coisas, desde impostos na compra de games originais, falta de grana de grande parte da população. Foi na verdade uma mistura de crise com "evolução forçada" de todos esses elementos.

Foi triste. De fato.
Mas não venha nenhum "santo" aqui dizer que não participou disso!

domingo, 1 de abril de 2018

Uma Reflexão Sobre os "Contras"

Fala galera!

Hoje aqui em Campinas, ainda mais agora à noite, está bem chuvoso.
O que une o útil ao agradável: estou de folga, as tarefas da casa estão em dia, então posso jogar à vontade.
Me sentei em frente à TV, ritual que faço desde criancinha.
Liguei o console e me deixei levar.
Após algumas horas, me peguei pensando na evolução da tecnologia.


Peguei gosto por jogar online Ultra Street Fighter IV.
Longe de ser um profissional, ainda estou adquirindo as técnicas.
E no "contra" online é complicado, pelo menos pra mim, porque comecei a pouco tempo.

Na opção Arcade Mode, você pode liberar que desafiem você no modo online.
Algo parecido com os "contras" do arcade, quase 20 anos atrás.
Mas com certas peculiaridades...

Então, a partir deste ponto, vou escrever as diferenças entre o "contra" do arcade e essa nova modalidade de peleja 1 x 1:

- Não era todo mundo que queria jogar contra você no arcade. Alguns observavam, outros esperavam aquele momento de coragem, e outros só esperavam a vez de batalhar.
Já no modo online, praticamente todos estão à espera de batalhar. O lado positivo é que você realmente pode ou não aceitar a batalha, o que é legal, já que depende de um motivo em especial: a conexão. Se estiver ruim, a lentidão toma conta da luta, e os comandos não ficam de acordo com o necessário.


- Do mesmo modo que acontecia no arcade, você precisava saber jogar, no mínimo o básico, pra não passar vergonha. Sempre buscando saber mais táticas, manhas e por aí vai. E claro, a malícia adquirida ao longo de várias fichas.
Já no mundo online, e com a evolução natural dos games, esse "saber jogar, no mínimo o básico", não ajuda muito. De verdade. As táticas, manhas, combos, etc., mudaram para um nível assustador. Então, o Pratice Mode é de importância vital para não ser "moído" nos contras.

- Falei sobre "malícia" logo acima. Aqui, no "contra" online, a "malícia" do jogo ombro-a-ombro foi esquecida. Totalmente. Ela foi substituída por mensagens ofensivas, você ganhando ou perdendo, corre o risco de receber alguma dessas mensagens.
Recebi poucas me xingando. Até agora, recebi mais mensagens amistosas como "bom jogo", "luta equilibrada", coisas bem bacanas.

Aqui, entra algo que já citei em um post anterior. "Os contras no fliperama ajudavam a moldar seu caráter". Como as casas de fliperama, pelo menos aqui na cidade, tinham a galera do bem e a "galera sinistra", eu não consigo imaginar esses caras que xingam por mensagem, falando isso na cara do maluco mal encarado ao lado dele. Talvez nem jogando contra.

Juri Han: minha nova personagem favorita!

No USF IV, escolhi jogar com a Juri Han.
Resolvi fugir daquele padrão de escolher Ryu, Ken, Akuma e personagens "radugueiros". Respeito quem joga com eles, ou com qualquer um, mas resolvi tentar uma coisa nova. Como aquele ditado "truques novos pra um cachorro velho"...
E me sinto bem por ainda conseguir trocar belas porradas no mundo virtual. Não parar no tempo. Fico feliz por continuar acompanhando a evolução dos games, entre eles uma das minhas séries favoritas, Street Fighter.

Entre elogios e xingos (mais elogios, ainda bem...), continuo trilhando aquele caminho que escolhi muitos anos atrás.
Não de ser o melhor jogador do mundo.
Mas de não me deixar parar no tempo.
Afinal, é isso que um retrogamer quer, não é?