quinta-feira, 1 de março de 2018

RPGs: Favoritos Por Décadas

Fala galera!

Jogar games é uma arte. Independente se você é muito bom em jogos de luta, aventura, futebol...
Mas RPGs são uma experiência à parte.
A devoção e insistência em zerar um game desse gênero não tem como ser explicada por um simples post. 
Não me recordo a data exata quando joguei pela primeira vez um game desses. Foi logo no comecinho dos anos 90, com o lendário Phantasy Star, no Master System.
O meu primeiro contato com Alis Landale se deu em um cartucho em inglês. E claro, como eu era muito novo, não pude aproveitar como se deve a história, e devo admitir que consegui chegar ao fim do jogo muitos anos depois, assim que aprendi melhor o idioma do cartucho (tanto games quanto o Rock me levaram naturalmente a aprender outro idioma).



Nessa caminhada de gamer, me deparo com o irresistível Chrono Trigger, já no SNES. O game era impossível de parar de jogar, mesmo com um dicionário no colo. Akira Toriyama deixou tudo mais atraente, como já estávamos familiarizados com sua obra prima, Dragon Ball.
Aconteceu igual a Phantasy Star, zerei o game tempos depois. Mas nesse caso, entendendo melhor a história (não 100%), mas nenhum amigo tinha esse game na época. Então, a locação desse jogo era concorrida, pra ver quem chegava ao final primeiro.



Depois de alguns anos afastado do gênero, um amigo me apresentou um game chamado Final Fantasy VII. Esse amigo já tinha um PS 1 (amigo esse por sinal, citado AQUI), e me mostrou o game. Foi um dos games mais bonitos que já tinha visto até o momento, e tinha 3 CDs. O uso do Memory Card era imprescindível!



FF VII tinha um enredo envolvente, e uma trilha sonora primorosa. As aventuras de Cloud Strife reascenderam a minha vontade de jogar RPGs. Acredito que foi nesse período, que comecei a reparar mais nas trilhas dos games, e rever todas as músicas de games que já tinha jogado. Uma coisa leva a outra...

Pouco tempo depois, Final Fantasy VIII chegou, trazendo seus 4 CDs e uma nova aventura. Não sei porque, mas esse FF não me chamou tanto a atenção. Gráficos, trilha e histórias muito boas, mas não tive aquela vontade de jogar, igual FF VII. Depois disso, passei um bom tempo sem voltar aos RPGs. Não sei porque, mas me afastei desse gênero, e achei que não ia mais encontrar um game que me agradasse.

Já em posse de um PS 2, um bom tempo depois, encontrei um game em uma banca de jornais próxima de casa. Vou fazer um adendo aqui: em Campinas, o PS 2 fez um sucesso estrondoso. Consoles desbloqueados com o chip Matrix, e promoções de games piratas, 3 unidades por R$ 10,00, fizeram a alegria dos gamers com pouca verba (atire a primeira pedra quem nunca comprou game pirata).

"- Shin Megami Tensei... Persona 3 FES..." - li na banca com o game na mão.
Lembrei que havia realmente um título desses para SNES, Shin Megami Tensei, mas em japonês. Por isso não havia jogado. Vi na capa que o game era em inglês, menos mal.
Comprei e levei pra casa.
Não joguei de imediato, e passou-se mais um tempo.
Sabe quando você procura algum game aleatório pra jogar? Tipo "deixa eu ver o que tenho aqui pra passar o tempo...". Peguei o Persona 3 FES, sem muito entusiasmo.



Após a animação inicial, comecei a jogar sem grandes expectativas.
A história foi passando, o esquema de batalha por turnos... quando me dei conta, já haviam se passado mais de 3 horas que eu estava jogando, e nem me dei conta.
Aquele tipo de imersão que eu não sentia a tempos voltou. Fiquei muito animado!
Chegava do trabalho, descansava um pouco e já partia pra jogatina.
A história se desenrolava tão bem, o sistema de desenvolver atributos, os "social links", as batalhas...
Aquilo me deixou empolgado de novo, e sabendo melhor o inglês, aproveitei cada momento do jogo.
Chamavam aquilo de "RPG Hardcore", pois haviam tantos detalhes e coisas a se fazer, que mais pareciam um martírio do que diversão. E foi exatamente isso que me prendeu a atenção.

Eu havia me casado a pouco tempo, e minha esposa nunca se incomodou de eu jogar (até hoje não se incomoda).
"- Esse jogo tem uma trilha muito boa, não é enjoativa..." - disse minha esposa, que me acompanhou ao longo de mais de 97 horas de game.
Após conhecer o Persona 3 FES, fui em busca de outros games da série Shin Megami Tensei.
Encontrei Nocturne, Digital Devil Saga e Devil Summoner, tão bons quanto Persona 3 FES.
As histórias envolventes faziam a diferença.
Pesquisei e descobri que o Persona 3 FES era uma expansão do Persona 3, que também joguei.
Fui atrás dos games anteriores, encontrei o Persona 2: Eternal Punishment, para PS 1.



Após ter zerado esses games (que são muitas, muitas horas de jogo) encontrei o Persona 4, mas era em japonês. E esse tipo de game, você precisa aproveitar a história, foi o que aprendi após anos de jogatina. Após muita procura, encontrei a versão em inglês. E claro, zerei com empolgação. Esse tipo de game se tornou um dos meus favoritos, e a Atlus fez um trabalho primoroso em todos.



Já com o Persona 4 Arena, para PS 3, a Atlus juntou dois gêneros que eu gosto: os personagens do RPG trocando umas porradas. O game foi produzido em parceria com a Arc System Works, famosa devido ao fighting game Guilty Gear, que não utilizou os gráficos poligonais, mas sim estilizados.



Acompanhei entre 2016 e 2017 o lançamento de Persona 5.
Assim que lançado, ganhei de presente da minha esposa. Mesmo sabendo que acordaria cedo pra trabalhar no dia seguinte, não me contentei em ver só a abertura. Joguei por horas.
A imersão é garantida. O game reunia o que melhor tinha nos Personas 3 e 4, com alguns detalhes de games anteriores.
Demorei mais de 130 horas para conseguir o devido final. Existe um New Game Plus, que te ajuda a conseguir os troféus que você não consegue ganhar em sua primeira jogatina.
E entre todos os games, o Persona 5 tem a trilha sonora que mais se destaca. Com músicas instrumentais e algumas cantadas, se encaixam perfeitamente em todo o decorrer do jogo.



Acho que a série Shin Megami Tensei, e os Persona, em particular, recuperaram minha admiração e vontade de jogar RPGs novamente. Curto tanto, que tenho duas tatuagens relacionadas a série. Nada mais justo, pois esses games me acompanham a muito tempo, e resolvi marcar e levar comigo.

Dentre tantos gêneros que acompanho, e que gosto, o RPG merece um lugar de destaque, junto com os games de luta. Atravessaram décadas comigo, vários consoles e continuam sempre me surpreendendo.
Como disse no início: jogar videogame é uma arte.
Mas jogar games de RPG é uma experiência a parte.