quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

CAPCOM VS. SNK - "Acho que dá pra Encarar!"

Fala galera!

Independente de qual console, geração e gírias utilizadas, todos tem seu game favorito (ou uma lista limitada) ou seu gênero preferido. Cada época um game de determinado gênero me chamava a atenção, e isso fazia com que eu procurasse mais jogos dessa mesma linha.

Aprendi a curtir certos games depois de uma certa idade, como RPGs por exemplo, depois de aprender outro idioma (que aliás, os próprios games me impulsionaram, junto com o Rock), mas foi com os games de luta que me incentivaram mais na febre dos games.

O primeiro contato com os fighting games, foi quando meu irmão me levou em um boteco que tinha o lendário Pit Fighter. Achei aquilo o máximo! Eu era pivetinho de tudo, e vivia assistindo aqueles filmes de ação na televisão. Pit Fighter realmente parecia um filme, mas era eu que controlava os personagens! Na minha imaginação infantil, achei que nada seria igual aquilo.

Pouco tempo depois, conheci Street Fighter II.
Aquele momento sim, mudou tudo pra mim. E claro, meu irmão já tinha jogado, e me levou pra ver.

Tentei aprender o máximo que pude do Street Fighter II. Magias, sequências, artimanhas... Tudo adquirido em horas e mais horas nos arcades, ao longo dos anos, tanto jogando contra o computador, ou nos contras da vida.
Acho que jogava bem, claro que perdi bastante. Se alguém disser "sempre joguei e nunca perdi contras", é mentira. Gamer que se preze perde também. Só que alguns não tem coragem de admitir.

Então, a partir daí, fiquei antenado nos games de luta. Qualquer game que eu visse onde dois personagens trocavam sopapos, já logo parava na máquina.

Muitos anos se passaram desde então. Vi e joguei muitos outros games de luta, tanots em consoles quanto em arcades. Alguns aprendi mais, outro um pouco menos. E dentre eles, um em particular me chamou a atenção. Chamava The King of Fighters.
E eu já conhecia alguns personagens, já havia jogado Fatal Fury e Art of Fighting. Mas nunca realmente "aprendi" de fato jogá-lo.

KoF 97 foi onde aprendi jogar essa série.

Então, no decorrer da adolescência, fiz um amigo, na rua de casa mesmo. E ele também curtia games de luta, e jogava KoF 97 e 98 com uma desenvoltura fora do normal. E ele sim, me ensinou um pouco como se divertir.
Porém, ele não jogava SF muito bem, e eu propus um trato: que ele me ensinasse KoF, e eu ensinaria SF. Lembro que nas casas de fliperama aqui da cidade, sempre compravamos duas fichas: uma para cada título.
E assim passavamos as tardes, nos divertindo.

Em um dia após a escola, em uma dessas casas de fliperama (a conhecida World Game, que sempre foi a primeira a trazer as novidades), havia uma galera em volta de uma máquina nova. Era o lançamento de Capcom VS SNK, o que gerou um grande alvoroço.

Capcom Vs SNK foi uma febre enquanto as casas de fliperama ficaram abertas aqui na cidade.

E os contras dominavam o ambiente. E ninguém sabia muito bem como jogar, com as regras novas de seleção de personagens. Após alguns momentos olhando o gameplay, meu amigo disse:

"- Vamos dividir uma ficha? Acho que dá pra encarar!!"
"- Claro, mas vamos encarar só pelo zoeira mesmo?" - respondi.
"- Que nada! Eu pego o Iori, e você o Ryu! Acho que a gente vai fazer um estrago!"


Naquela empolgação, aceitei. E fazíamos assim mesmo: um jogava com o Iori, outro com o Ryu. E não é que a intuição e conhecimento do cara deram certo?
Apesar das diferenças entre os games, jogamos muito bem com a dupla. Não me recordo exatamente quantas fichas ganhamos, mas foram muitas. Cada golpe bem aplicado pelo parceiro, nos empolgávamos. Batalhas acirradas, batalhas mais fáceis... Passamos por todas as provações e vencemos. 
E fomos pra casa horas depois, rindo e relembrando cada jogada bem executada.

Nunca mais repetimos tal feito. Ou tal parceria. Cada um seguiu um rumo diferente, pouco tempo depois.
A única lembrança que ficou, e que vai ficar, é que naquelas poucas horas que nossa parceria durou, o trato foi selado. E fomos os Reis da Máquina.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Master System: O Amigo Inseparável

Fala galera!

Acredito que todo retrogamer tem seu console favorito. Ou aquele que marcou mais sua vida. Claro, temos aquele (ou aqueles) console que sempre queremos, novos e tal... Mas sempre tem um que deixa aquela "marca especial".

No meu caso, foi um console de 8-Bits.
Adoro o Atari, minha primeira experiência de jogo foi em um desses.
Mas o Master System deixou sua marca na minha vida.
Não sei explicar muito bem porque desse sentimento, mas é um console muito querido por mim.



Me lembro de quando um amigo meu tinha o Master II. E com um monte de jogos. Hoje, esses games são clássicos, e joguei eles em sua época de lançamento. E acho que esse é um dos motivos de eu gostar tanto deste console.

Quando finalmente ganhei um dos meus pais, não pude conter minha alegria. E pra ajudar, tinha "Alex Kidd in Miracle World" na memória, acredito que foi um dos últimos modelos a vir com esse jogo na memória. Os modelos seguintes, viriam com o 1º game do Sonic.

Até hoje essa música da água me deixa sonolento...

Foi bem nessa época que fui frequentador assíduo de locadoras.
Saia na sexta-feira correndo da escola, já passava na locadora (Vídeo Pirata ou a Casa do Vídeo) e escolhia dois games. Tinha todo o final de semana pra jogar!

"Mônica no Castelo do Dragão", "Black Belt (um dos meus favoritos)", "Sonic Chaos", "Ninja Gaiden (animal)", "Jogos de Verão (nem preciso dizer muito...)", "Mortal Kombat", "Masters of Combat"...
Tantas aventuras, sempre procurando em revistas de games (novidade naquele período) manhas e dicas.

Um dos meus games favoritos do console!

São tantas memórias boas. 
Ficava triste quando não conseguia dar final em algum game antes de devolve-lo na locadora. Acontecia de alugar o mesmo game no próximo final de semana.

Alguns anos depois, ganhei um Super Nintendo. Claro, fiquei muito feliz. E não desfiz do meu amigo de 8-Bits. Mas infelizmente, o Master parou de funcionar. E não havia tantas casas especializadas em consertos de console naquela época...
Fiquei muito sentido quando isso aconteceu. Apesar de ter um console de 16-Bits, com seus games revolucionários, o meu camaradinha com metade daquela capacidade me fazia falta.

Mônica em sua aventura mais amada!

Depois de muitos anos, agora casado, consegui comprar outro Master System. Foi como um velho reencontro, um amigo que eu não via a anos. Com uma roupagem diferente, é verdade, mas aquela sensação está lá. Daquele molequinho que passava tardes inteiras em frente a TV, tentando driblar os pais com o dever de casa, pra poder jogar mais um pouco.
E espero que desta vez, ele me acompanhe por anos vindouros, sempre me encantando com sua simplicidade mágica.